Abreviação: OSA = apneia obstrutiva do sono. Essas intervenções selecionadas são complementares às melhores práticas estabelecidas, que incluem fazer o diagnóstico mais específico em pacientes com doença neurológica. O sono tem uma relação bem documentada com a manutenção cerebral, com influências diretas na remodelação sináptica, na função glinfática e na saúde cerebrovascular. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA publicaram diretrizes para um sono adequado ao longo da vida. No início da vida, um sono adequado modula a atividade cerebral relacionada a marcos neurocognitivos.
Um sono de boa qualidade é necessário para o desenvolvimento contínuo do cérebro na adolescência. Distúrbios do sono — incluindo sono insuficiente, fragmentação do sono (por exemplo, apneia obstrutiva do sono [AOS]), distúrbios do ritmo circadiano e até mesmo períodos de sono longos versus curtos — estão associados a disfunções na memória, humor, função neuroimune e percepção da dor. Os distúrbios do sono podem tanto prenunciar distúrbios do movimento quanto influenciar o curso da doença. A maioria dos pacientes com esclerose múltipla (e outras doenças cerebrais autoimunes) apresenta dificuldades para dormir que amplificam outros sintomas. O rastreio e o tratamento de distúrbios do sono podem melhorar os resultados e a qualidade de vida dos nossos pacientes.