Comprar um imóvel na planta é uma das estratégias mais comuns no mercado imobiliário brasileiro. Os atrativos são claros: preços até 30% menores que um imóvel pronto, instalações modernas e facilidade no parcelamento da entrada. No entanto, essa modalidade exige cautela. Para quem deseja investir ou morar, entender os riscos é o primeiro passo para garantir que o sonho não vire um pesadelo financeiro. Os principais riscos da compra na planta O risco mais conhecido é o atraso na entrega. Embora a lei preveja uma tolerância de 180 dias, muitas obras ultrapassam esse prazo, gerando custos extras com aluguel e adiamento de planos. Além disso, existe o risco de execução, onde o material utilizado ou o acabamento final não condizem com o que foi prometido no estande de vendas. Por fim, o risco mais grave é a saúde financeira da construtora. Se a empresa falir durante a obra, o comprador pode enfrentar anos de disputas judiciais para reaver o dinheiro ou concluir o prédio.
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Como se proteger e garantir um bom negócio Para minimizar essas ameaças, siga estes passos fundamentais: 1. Pesquise o histórico da construtora: Procure por obras entregues anteriormente, verifique o índice de satisfação em sites como o Reclame Aqui e consulte se existem processos judiciais relevantes contra a empresa. 2. Confira o Memorial Descritivo: Este documento detalha tudo o que será usado na obra, desde a marca dos elevadores até o tipo de piso. Ele é o seu principal respaldo legal contra entregas de baixa qualidade. 3. Exija o Patrimônio de Afetação: Verifique se o empreendimento possui o regime de Patrimônio de Afetação. Isso garante que os recursos daquela obra sejam usados exclusivamente nela, separando o dinheiro do projeto do caixa geral da construtora. 4. Atenção às taxas (INCC): Lembre-se que, durante a obra, as parcelas são corrigidas pelo INCC (Índice Nacional de Custo da Construção). Esteja preparado para o aumento do saldo devedor ao longo do tempo. Comprar na planta continua sendo uma excelente forma de valorização patrimonial, desde que a decisão seja baseada em dados e segurança jurídica, e não apenas na beleza do apartamento decorado. Na dúvida, sempre conte com o apoio de um corretor de confiança ou um advogado especializado.